Músicas

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Angolana Pongo prepara novo disco intitulado “Quem manda no mic”

novembro 13, 2019

/ Por João André Sumbo
A cantora angolana Pongo lançou, a 9 de Novembro, o primeiro single do segundo EP que vai ser editado em 2020, com a Universal França. A RFI falou com a Pongo em mais uma actuação em Paris, no país que a tem recebido “de braços abertos”.
Angolana Pongo prepara novo disco intitulado “Quem manda no mic”

“Quem manda no mic” [microfone] é o título do novo single da cantora Pongo, lançado a 9 de Novembro, e que já abre os seus concertos.
A França continua a acolhê-la como “a diva do Kuduro”. Em Junho, o Presidente francês, Emmanuel Macron, escolheu-a para cabeça-de-cartaz da festa da música no Palácio do Eliseu e, em Outubro, foi a vez do ministro português dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, assistir à sua actuação durante o festival de música MaMA, em Paris. Mas, no palco, “quem manda no mic” [microfone] é mesmo a Pongo e é precisamente isso que ela avisa no novo single. Nos concertos, ao refrão “Quem manda no mic”, o público já lhe responde em eco: “É a Pongo”.
“A ideia é fazer o meu público cantar comigo e – com todo o trabalho do segundo EP e com toda a caminhada que eu faço até agora – as pessoas realmente darem uma resposta à minha pergunta ‘Quem manda no mic’ com o meu nome”, conta, a sorrir.
A artista revela que se trata de uma “autobiografia cantada” em que conta como começou a carreira na música com os Buraka Som Sistema, por exemplo. Há, até, um piscar de olhos ao famoso “Wegue Wegue” que cantou com a banda portuguesa de kuduro progressivo. “Se as pessoas ficarem atentas no ‘Wegue Wegue’, eu canto um pouco do refrão deste single’”, continuou.
O novo disco, que deverá ser lançado entre Fevereiro e Março de 2020, vai mostrar “outras facetas da Pongo” e “explorar outra atmosfera em relação à música”, mas “a essência de Angola, de África e do Kuduro continuam”.
O segundo EP vai ser distribuído pela Universal França e a forma como a França tem recebido o seu trabalho é, para ela, “uma dádiva”.


“A recepção do público francês, para ser muito sincera, desde o início do meu trabalho a solo foi uma surpresa para mim. Receberam-me de braços abertos muito antes do Elysée, tenho de ser honesta. Tenho um suporte muito grande do público francês. Só tenho a dizer obrigada e sinto-me com muita sorte”, disse.

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